O termo “hypermedia” (“hipermídia“, em português) foi criado em 1965, por Ted Nelson, no artigo ”Complex Information Processing: a File Structure for the Complex, the Changing and the Indeterminate”. Nelson, posteriormente, acabaria dando muitas outras contribuições para a teoria dos espaços virtuais, como podemos ver em uma entrevista dada por ele, em 2007, no programa Roda Viva:
Em resumo, a hipermídia significa um campo expandido e não linear, no qual texto, imagem, vídeo e som atuam entre si, criando um outro tipo de experiência de leitura e cultural para quem está interagindo. Com o passar do tempo e com o desenvolvimento computacional, em especial após os anos 1980, com a chegada dos computadores pessoais, a hipermídia foi se tornando cada vez mais presente no cotidiano. Com a criação dos smartphones, na década de 2000, essa relação veio a se tornar dominante no modo que a cultura circula. A apresentação do primeiro iPhone, em 2007, evidencia isso:
Essas transformações tecnológicas, com base no conceito de hipermídia que vimos, possibilitaram a criação da literatura digital, a qual não se encontra mais presa apenas ao livro. O Movimento Literatura Digital defende, em seu site, que ela é
No caso específico da literatura infantil, a definição não é muito distante. Aline Frederico, no Blog das Letrinhas, afirma que
aquela obra literária feita especialmente para mídias digitais, impossível de ser publicada em papel, pois utiliza ferramentas próprias das novas tecnologias, como animações, multimídia, hipertexto, construção colaborativa. Claro que um projeto de literatura digital não contém tudo isso ao mesmo tempo, assim como um filme pode prescindir dos efeitos visuais ou usá-los de forma comedida. Cada projeto de literatura digital tem uma forma de lidar com essas ferramentas, considerando a limitação do autor ou da equipe de criação e, principalmente, o efeito estético pretendido com a obra.
No caso específico da literatura infantil, a definição não é muito distante. Aline Frederico, no Blog das Letrinhas, afirma que
a literatura infantil tem um longo histórico de combinar a linguagem verbal com outras linguagens, especialmente a visual, como é o caso do livro ilustrado, das histórias em quadrinhos etc. Mas com a literatura digital mais linguagens estão disponíveis para construir o texto literário e temos a linguagem computacional e a interação como elementos também fundantes dessas obras. A interatividade possibilita novas formas de participação do leitor, que ganha poder frente à narrativa, podendo escolher caminhos, relevar partes da história que estavam escondidas, construir seu próprio texto, etc.Desse modo, a proximidade entre a literatura infantil e a literatura digital permite aos leitores uma experiência mais rica, sem abandonar a tradição já existente do gênero.
Nenhum comentário:
Postar um comentário